Nova ponte que liga o Brasil ao Oceano Pacífico vai fazer suas compras da China chegarem 15 dias antes
A nova ponte que vai ligar o Brasil ao Oceano Pacífico promete mudar drasticamente a forma como produtos importados chegam ao país. Não é à toa que esse tipo de obra é sempre um dos que requerem maior investimento, levando em conta todo o impacto que pode trazer consigo.
A principal objetivo com esse projeto é que as compras vindas da China possam chegar até 15 dias mais rápido, reduzindo prazos e custos logísticos. A obra faz parte da chamada Rota Bioceânica, considerada estratégica para o comércio internacional.
A estrutura está sendo construída entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A ponte atravessa o rio Paraguai e é vista como um marco de integração entre países da América do Sul.
Ao todo, serão cerca de 1,3 quilômetro de extensão e a ponte terá capacidade para receber grande fluxo de caminhões. A estimativa é de que cerca de 250 veículos pesados passem diariamente pelo local após a conclusão.
Assim como citado acima, o investimento será alto, ultrapassando R$ 1 bilhão, somando a ponte e os acessos rodoviários. Parte dos recursos é destinada à adaptação das estradas que vão ligar o Brasil aos corredores internacionais.
A Rota Bioceânica permitirá que cargas brasileiras sigam por estrada até portos do Chile e do Peru, no Oceano Pacífico. De lá, os navios seguem direto para a Ásia, encurtando o caminho atual pelo Oceano Atlântico.
Nota-se que atualmente as mercadorias compradas da China levam muitas vezes quase um mês para chegarem ao Brasil. Agora, com o novo projeto, esse prazo pode cair em até duas semanas, segundo especialistas. Isso pode causar um impacto até mesmo em relação ao preço de produtos.
Previsão de conclusão da nova ponte
A previsão é que a ponte seja concluída ainda este ano ou no início do próximo. A expectativa é que a nova ligação consolide o Brasil como protagonista logístico na América do Sul, não é à toa que o projeto já é visto como um divisor de águas para o comércio exterior brasileiro.
Fonte: Diario da Região

