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“Nosso calcanhar de Aquiles continua sendo a dragagem do Riacho Barranqueras”, disse Alicia Azula, Administradora do Porto

Alicia Azula, administradora do Porto de Barranqueras, visitou os estúdios da CIUDAD TV para discutir as operações portuárias e as atividades logísticas na província. Ela afirmou que “hoje, nosso calcanhar de Aquiles continua sendo a dragagem do Riacho, e ainda estamos a um quilômetro e meio de alcançar o cais”.

A draga está trabalhando para melhorar o fluxo na entrada da YPF

Ela mencionou ter mantido conversas com autoridades governamentais, como Livio Gutiérrez, para resolver essa questão. Enfatizou que “a carga está lá, há alta demanda, o Paraguai é um país sem litoral que precisa de acesso ao mar, e uma das alternativas é a hidrovia Paraná-Paraguai, e a outra é o corredor bioceânico para o Pacífico”. Explicou que o país vizinho possui um terreno cedido pelo Chile em Antofagasta para a criação de uma zona de livre comércio. “O potencial e a necessidade de justificar o investimento existem. O que precisa ser feito é tomar a decisão política de seguir em frente e se tornar o centro logístico de transporte da região, como o Porto de Barranqueras historicamente foi”, ressaltou.

“Precisamos trazer essa questão à tona, colocá-la na agenda nacional e garantir que as pessoas entendam o que o Porto significa dentro da estrutura da hidrovia, mas especificamente dentro do Corredor Bioceânico. A privatização da ferrovia Belgrano Cargas está em andamento, e não podemos ficar de fora da discussão sobre o que o ramal Avia Terai-Barranqueras e a linha de Barranqueras a Antofagasta representam. Esse é o sistema de transporte de carga mais barato, por exemplo, para Assunção ou para o sul do Brasil.”

Ela apelou para uma ação rápida em relação aos procedimentos administrativos necessários, especialmente o processo de aprovação de financiamento, seja de fundos públicos ou privados. Enfatizou que “operações interrompidas são muito difíceis de serem retomadas em um novo sistema de transporte”.

Questionada sobre o montante do investimento necessário para a dragagem do Riacho, ela afirmou que, “exagerando”, o valor seria em torno de dois milhões e meio de dólares. Ela comentou que, no caso da YPF, investiram mais de seis milhões e meio de dólares “da foz do rio até o cais da YPF, que se estendeu por mais 1,2 km, e é por isso que eles estão tão perto do Porto. Não há uma diferença significativa em termos da capacidade de produção do Porto, que consegue lidar com toda a sua capacidade de carga disponível.”

“Uma barcaça equivale a 145 caminhões. Cada comboio de barcaças é composto por três barcaças, portanto, são quase 500 caminhões a menos nas estradas, reduzindo o impacto e os custos”, explicou ela.

Fonte: Chaco Dia por Dia

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