Extensão da concessão da Zofri: Conselho aprova plano de US$ 115 bilhões até 2050, apesar das críticas de usuários e do setor
Com mais de 95% dos votos a favor, a assembleia geral de acionistas da Zona Franca de Iquique SA (Zofri) aprovou na terça-feira o plano de investimentos apresentado pela atual operadora e a prorrogação da concessão até 2050. A proposta recebeu 0,72% de rejeição e 4,16% de abstenções.
A decisão conclui um processo de reestruturação corporativa iniciado em 2018, conduzido no âmbito da Lei das Sociedades Anônimas e supervisionado pela Comissão do Mercado Financeiro (CMF). Com essa aprovação, a empresa pode agora prosseguir com os trâmites administrativos e regulatórios necessários para a finalização do novo contrato de concessão.
A aprovação ocorreu em meio a questionamentos de usuários, sindicatos e figuras políticas, que criticaram a atual administração e fizeram campanha contra a renovação. No entanto, a esmagadora maioria obtida na votação abre caminho para a continuidade das operações da operadora.
O plano inclui investimentos de US$ 115 bilhões destinados a novas construções, projetos estruturais e desenvolvimento de unidades de negócios, excluindo fundos para manutenção de rotina. Seus principais pilares incluem o fortalecimento da infraestrutura logística, a expansão de áreas operacionais estratégicas, a incorporação de tecnologias para rastreabilidade e controle de processos, a modernização das instalações para atender a padrões ambientais mais rigorosos e a introdução de novos serviços relacionados ao comércio internacional.
A prorrogação da atual concessão da Zofri
De acordo com a empresa, a iniciativa visa consolidar Zofri como uma plataforma logística moderna no Cone Sul, num contexto marcado pela consolidação de corredores bioceânicos e pelo desenvolvimento da infraestrutura portuária na região.
Atualmente, o sistema de zona franca movimenta cerca de US$ 9 bilhões anualmente em transações comerciais, registra vendas de aproximadamente US$ 4,6 bilhões e gera cerca de 45.000 empregos diretos e indiretos em Tarapacá, Arica e Parinacota.
O presidente do conselho, Iván Berríos , afirmou que a aprovação “projeta o sistema de zonas francas para 2050 com compromissos de investimento verificáveis e padrões de conformidade mais elevados ”. Ele acrescentou que a estabilidade jurídica e o investimento a longo prazo são fatores-chave para a competitividade regional. Agora, restam apenas a publicação do decreto e sua revisão pela Controladoria-Geral da República.
Fonte: El Dínamo

