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Executivo da Cosco Shipping Ports Chancay afirma que os países do Corredor Bioceânico devem considerar a devolução de cargas

Embora exista um grande potencial de exportação na macrorregião andino-amazônica, que tem o Porto de Arica como sua saída natural e mais rápida para os mercados da Ásia-Pacífico, Alonso Guinard, gerente comercial da Cosco Shipping Ports Chancay, afirmou que Chile, Bolívia, Peru e Brasil precisam considerar a carga de retorno que deve passar pelo Corredor Bioceânico Central para equilibrar exportações e importações, a fim de reduzir custos em toda a cadeia logística.

Guinard, que foi um dos palestrantes no evento Arica 2025 Bioceanic Hub, valorizou o evento que reuniu autoridades, empresários, acadêmicos e executivos dos países mencionados e observou que existe “potencial”.

“Há muito potencial, e agora precisamos pensar na carga de retorno, porque os custos da transportadora certamente aumentam quando não há remessa de retorno, ou seja, quando ela volta vazia, como costumamos dizer. Portanto, temos que analisar o que enviamos, mas também pensar no que podemos trazer de volta. Criar esse fluxo, esse circuito, obviamente reduzirá todos os custos logísticos, e isso impactará diretamente o produto final”, explicou ele.

Guinard também destacou que o Porto de Chancay poderia ser conectado ao Corredor Bioceânico Central através de Arica, que possui ligação com os países vizinhos e com o Brasil, que enviaria sua produção através da Bolívia.

“O Brasil e a Bolívia possuem essa conectividade através do Porto de Arica , e isso deveria se conectar com Chancay, porque Chancay tem rotas diretas para a Ásia e, sobretudo, porque também possui as instalações e a infraestrutura para receber esses grandes navios. Portanto, essas rotas de alimentação e centros logísticos, como o Corredor Bioceânico Central, são extremamente úteis para a conectividade”, afirmou.

Guinard enfatizou que Arica, assim como Iquique no Chile e Matarani no Peru, são os portos destinados a absorver a carga das áreas do interior da América do Sul; ou seja, dos estados do sudoeste do Brasil, noroeste da Argentina, Bolívia e Paraguai.

“Onde toda essa parte ocidental pode ser conectada? É precisamente com Arica, com Iquique, ou com portos também no sul do Peru, como Tisur. Então isso é fantástico, temos que trabalhar nisso e esperamos que possa acontecer o mais rápido possível”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre os resultados do primeiro ano de operação de Chancay, Guinard afirmou que o complexo se tornou um “porto emblemático”.

“Felizmente, temos hoje números significativos que nos levam a crer que o porto é, de fato, um porto de referência. Primeiro, porque já atingimos volumes de contêineres superiores a 287.000 TEUs. Isso é incrível para o primeiro ano. Segundo, estamos movimentando mais de 1,5 milhão de TEUs, entre carga a granel e carga geral. Portanto, esses indicadores definitivamente mostram que este porto está no caminho certo. Agora, o que precisamos priorizar é a conectividade. Como mencionei anteriormente, o porto não é apenas para o Peru. É para toda a região. O que precisamos fazer é encontrar maneiras de nos conectar com todos para que o Porto de Chancay se torne o centro que impulsiona o acesso a novos mercados”, refletiu.

Fonte: Portal Portuário

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