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Escritório de Tarapacá fortalece laços Brasil-Chile pela Rota Bioceânica, afirma gestor em Campo Grande

Durante a Rodada de Negócios Brasil-Chile, promovida pela Fiems no último dia 3 de setembro, o gestor de negócios internacionais do escritório de Tarapacá em Campo Grande, Fábio Roberto Cordeiro, destacou o papel estratégico da iniciativa no fortalecimento da Rota Bioceânica e na aproximação entre empresários dos dois países.

Missão do escritório

Segundo Fábio, o escritório, que integra o programa Tarapacá para o Mundo da Corporação Regional de Desenvolvimento de Tarapacá, foi inaugurado em Campo Grande em 7 de julho de 2023 e tem três eixos principais:

  • Paradiplomacia, fortalecendo a cooperação entre governos subnacionais;
  • Comércio exterior, conectando empresários brasileiros e chilenos;
  • Integração acadêmica, aproximando universidades dos dois países.

“Estamos há pouco mais de dois anos atuando em Campo Grande, e nossa missão é ampliar as oportunidades de negócios e cooperação entre Mato Grosso do Sul e Tarapacá”, explicou.

Conexões empresariais

Entre as ações já realizadas, o gestor citou o Tarapacá Day, que trouxe empresas chilenas ao Brasil, além da parceria com o Sebrae/MS, que levou 20 empresárias sul-mato-grossenses ao Chile em 2023. Neste ano, uma nova missão empresarial está confirmada para os dias 11 a 17 de outubro, quando mais 20 empresários conhecerão a Zona Franca de Iquique, o porto, o aeroporto e instituições locais.

Potencial de integração

Fábio Cordeiro ressaltou que a Zona Franca de Iquique concentra mais de 2 mil empresas, sendo mais da metade estrangeiras, mas ainda sem presença brasileira. Para ele, isso representa uma oportunidade única: “há espaço para todos os produtos, desde commodities como soja, milho e carne até itens de pequeno porte. Já temos casos de empresas de Porto Murtinho que estão exportando pijamas para a Zona Franca. É um mercado aberto, basta os empresários se apresentarem.”

Investimentos e turismo

O gestor também destacou que o escritório atua na atração de investimentos chilenos para o Brasil, especialmente nas áreas de cultura, gastronomia e produtos típicos como vinhos, salmão e uvas. Outro ponto em crescimento é o turismo: “de janeiro a julho deste ano, 500 mil chilenos visitaram o Brasil, mas o Mato Grosso do Sul ainda não aparece como destino turístico consolidado. Esse é um dos setores com maior potencial de crescimento pela Rota Bioceânica.”

Futuro das relações

Para Fábio, a consolidação da rota será um marco para a integração regional: “estamos construindo pontes comerciais, culturais e acadêmicas que vão gerar novas oportunidades para empresários, universidades e trabalhadores dos dois lados. A Rota Bioceânica é uma avenida de futuro para Mato Grosso do Sul e Tarapacá.”

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