Engenheiro do MOPC destaca avanço das obras da Ponte Bioceânica: “75% concluída e dentro do cronograma”
Durante a visita técnica da Comissão Mista Paraguaio-Brasileira às obras da Ponte Bioceânica, realizada nesta quinta-feira (31) em Porto Murtinho (MS), o engenheiro Félix Zelaya – Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) , responsável técnico pelo projeto no Paraguai, apresentou detalhes sobre o andamento da construção da estrutura que será um dos principais marcos da integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Segundo Zelaya, a ponte já está com 75% da obra concluída e permanece rigorosamente dentro do cronograma, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026. “Informamos que outros trechos do corredor rodoviário também já estão em construção e com prazos definidos para conclusão no mesmo período”, explicou.

Obra de engenharia imponente
A ponte sobre o Rio Paraguai é uma ponte estaiada, com cerca de 630 metros de extensão, e será conectada por dois viadutos de acesso: um com 360 metros do lado brasileiro e outro com 300 metros do lado paraguaio. No total, são quase 1.900 metros entre viaduto e ponte.
Zelaya também destacou a complexidade da engenharia envolvida. “A altura da pilastra chega a 125 metros e o vão central tem 350 metros. O canal de navegação, com 150 metros de largura, foi projetado para permitir a passagem simultânea de duas barcaças”, detalhou. Além disso, a estrutura leva em consideração as alturas máximas de cheia do rio, garantindo a livre navegação de rebocadores em todas as condições hidrológicas.

Acessos em execução
O engenheiro confirmou que os trabalhos de infraestrutura nos acessos à ponte também estão avançando. Do lado paraguaio, o trecho de 4 km de extensão teve contrato assinado no início de julho. “Nossa via de acesso é mais curta em comparação com os 13 km do lado brasileiro, mas está igualmente dentro do cronograma”, afirmou Zelaya.
Ligação histórica e protagonismo regional
A ponte é o único elo ainda inexistente no traçado da Rota Bioceânica entre Brasil e Paraguai, e sua conclusão será um marco histórico na conexão rodoviária entre o Atlântico e o Pacífico. “Este é um projeto que projeta o Paraguai como um protagonista na integração regional. A ponte representa o elo final que faltava para unir as redes viárias existentes dos dois países”, reforçou.
Ao ser questionado sobre os impactos regionais, Zelaya comentou que diversas cidades ao longo da rota já contam com infraestrutura em desenvolvimento e que o governo paraguaio prepara outros grandes projetos logísticos para acompanhar esse avanço. O investimento do país na ponte é estimado em US$ 12 milhões.

