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Documentários de Mara Silvestre fortalecem integração cultural na Feira Bioceânica do Livro – Chaco 2025

As riquezas culturais preservadas pelos povos que vivem ao longo da Rota Bioceânica, conectando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, revelam uma impressionante diversidade de costumes, crenças e manifestações artísticas. Entre devoções religiosas, celebrações populares e expressões do cotidiano, emergem tradições que resistem ao tempo e às mudanças sociais, mantendo viva a identidade dos povos do interior sul-americano.

Essas manifestações ganham destaque no trabalho da cineasta Mara Silvestre, natural de Corumbá (MS), que transformou sua paixão pela cultura latino-americana em compromisso artístico. A diretora, pesquisadora e produtora visual dedicou-se a registrar e reinterpretar celebrações tradicionais da fronteira, em especial aquelas que simbolizam o vínculo entre fé, arte e convivência comunitária.

Os documentários “Los Mascaritas” e “Pelota Tatá”, produções de sua autoria e veiculadas pela plataforma ÁguaComTV, integram o programa oficial da Feira Bioceânica do Livro Chaco 2025, que será realizada entre os dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, em Carmelo Peralta, no Paraguai, cidade vizinha a Porto Murtinho (MS).

Cultura viva na fronteira

As obras de Mara retratam a força das celebrações populares do Chaco e da fronteira, em que comunidades se reúnem em torno de performances com máscaras, fogo e música tradicional. “Mascaritas” e “Pelota Tatá” são expressões lúdicas e teatrais que transformam o espaço público em palco de criatividade, devoção e convivência.

O festival representado nas produções reflete tanto a religiosidade, como o culto à Virgem de Caacupê, símbolo da fé paraguai, quanto a valorização dos laços de amizade entre os povos e o respeito à natureza, tendo o Rio Paraguai como elemento central dessa identidade cultural.

Integração pela arte e pela literatura

A Feira Bioceânica de Livros é muito mais que um evento literário, pois, trata-se de um encontro cultural binacional e regional, que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile por meio da cultura e da literatura. O evento em Carmelo Peralta – Paraguai, é simbólico, por ocorrer justamente em uma área que representa a união entre os oceanos Atlântico e Pacífico através da Rota Bioceânica.

A presença de obras audiovisuais no evento amplia o diálogo entre literatura, tradição oral e expressão visual, tornando a feira um espaço de integração interdisciplinar. Durante a programação, os documentários poderão ser exibidos em atividades paralelas, acompanhadas de rodas de conversa e debates sobre cultura viva, cinema e identidade bioceânica.

Um retrato da identidade fronteiriça

A exibição das produções de Mara Silvestre na Feira Bioceânica do Livro reafirma o papel da arte como ferramenta de integração e valorização da cultura regional. Ao retratar o cotidiano das comunidades do Chaco Paraguaio e da fronteira Brasil–Paraguai, os filmes contribuem para a preservação das tradições e reforçam o caráter humano e simbólico da Rota Bioceânica, um corredor que, mais do que ligar oceanos, conecta povos, histórias e expressões culturais.

Com informações: Edson Moraes

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