Corredor de Capricórnio, motor da integração
O presidente do Conselho para o Desenvolvimento e Promoção do Corredor Bioceânico de Capricórnio, Fabián Tejerina (ex-deputado provincial), apresentou na última sessão ordinária da Câmara dos Deputados um relatório de gestão institucional para o período de 2024 a 2025, demonstrando o progresso alcançado.
O ano de 2024 marcou um marco significativo na consolidação do Corredor como política de Estado e motor de integração regional.
A promulgação da Lei nº 6.408 e a criação do Conselho estabeleceram um espaço pluralista onde os poderes Executivo e Legislativo convergem com câmaras de comércio, sindicatos, universidades e sociedade civil.
O relatório reflete o esforço empregado em fóruns internacionais, no Parlamento do Norte e na Expojuy, bem como em projetos estratégicos de infraestrutura, comércio, turismo e sustentabilidade.
Cada ação teve como objetivo fortalecer a competitividade de Jujuy e da região, abrir novos mercados e gerar emprego e desenvolvimento para a comunidade.
Nesse contexto, o Paso Internacional Jama posiciona Jujuy como um centro importante do corredor, conectando-a aos portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique. Essa conexão representa uma alternativa estratégica ao Canal do Panamá e ao Estreito de Magalhães, diversificando as rotas comerciais e fortalecendo a integração regional.
Os membros do conselho sabem que os desafios são grandes, mas também está convicta de que o corredor é uma ferramenta fundamental para transformar as economias locais e projetá-las para o mundo.
A colaboração público-privada e a integração com o Brasil, o Paraguai e o Chile colocam Jujuy em uma posição privilegiada para avançar rumo a um futuro de crescimento.
O Conselho representa a expressão clara de uma vontade coletiva e é projetado como um legado para as gerações futuras.
No próximo ano, ele enfrentará novos desafios e oportunidades, e certamente será capaz de transformá-los em conquistas concretas para a província.
Durante esse período, ele demonstrou que, quando os setores público e privado, os municípios, a academia, as associações comerciais e a sociedade civil se sentam à mesma mesa, é possível elaborar políticas de longo prazo que consolidem a integração regional e promovam o desenvolvimento sustentável.
Importância da rota de integração ponto a ponto
Facilitar o comércio internacional: Reduz o tempo e os custos de transporte entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Isso facilita o acesso aos mercados asiáticos a partir da América do Sul, particularmente para países como Brasil, Paraguai, Chile e Argentina.
Isso melhora a conectividade e impulsiona o crescimento regional, beneficiando áreas isoladas ou subdesenvolvidas.
O encurtamento das rotas melhora a competitividade das exportações sul-americanas, especialmente de produtos agrícolas, minerais e manufaturados.
Desenvolvimento de infraestrutura e logística: A construção de estradas, pontes, ferrovias e portos ligados ao corredor promove o desenvolvimento em áreas estratégicas dos países envolvidos.
Isso não só melhora a conectividade entre os oceanos, como também impulsiona o crescimento regional, beneficiando áreas que estavam isoladas ou subdesenvolvidas.
Integração regional: promove a integração econômica e política entre Brasil, Paraguai, Chile e Argentina, fortalecendo os laços comerciais e de cooperação.
Isso pode levar à criação de acordos comerciais mais eficientes e à harmonização de regulamentos e normas.
Diversificação das rotas comerciais: Com maior conectividade entre o Atlântico e o Pacífico, mas principalmente entre o Pacífico, as empresas podem diversificar suas rotas comerciais, evitando a dependência de rotas tradicionais como o Canal do Panamá ou o Estreito de Magalhães.
Essa seria uma rota alternativa e estratégica.
Acesso a novos mercados: Isso não apenas impulsiona o comércio, mas também fortalece o desenvolvimento econômico, melhorando a competitividade dos produtos regionais.
Redução do impacto ambiental: Ao otimizar as rotas de transporte e reduzir o tempo de trânsito, o consumo de combustível é reduzido e, consequentemente, as emissões de carbono são diminuídas.
Isso torna o comércio mais sustentável e menos poluente, contribuindo para os esforços dos países em reduzir sua pegada de carbono.
Fortalecimento da posição geopolítica: O Corredor Rodoviário Bioceânico conectará o sul do Brasil aos portos do norte do Chile.
Jujuy está em uma posição privilegiada para se beneficiar dessa conexão direta com o Pacífico, facilitando o acesso a portos chilenos como Antofagasta, Mejillones e Iquique.
Desenvolvimento turístico: Destacar seu rico patrimônio cultural e paisagens naturais únicas, promovendo o intercâmbio cultural.
Missão e objetivos do Conselho
A missão do Conselho é coordenar os esforços públicos, privados, acadêmicos e sociais para consolidar Jujuy como um centro estratégico para a integração regional, fortalecendo a conectividade entre o Atlântico e o Pacífico e impulsionando o desenvolvimento econômico, social e cultural da região.
Devido à sua localização geopolítica, a província está posicionada de forma a possuir vantagens estratégicas tanto a nível nacional como internacional.
Ao participar em feiras, congressos, fóruns e reuniões, criou um espaço de socialização e visibilidade do potencial da província, principalmente na criação de emprego e no fortalecimento da produtividade, com o compromisso conjunto dos setores público e privado.
Esta proposta visava revitalizar as economias locais e abrir novas rotas comerciais para os mercados internacionais.
A colaboração entre os diferentes intervenientes favoreceu significativamente a consolidação do corredor.
Metas
Promover infraestruturas rodoviárias, ferroviárias e digitais, garantindo uma conectividade eficiente entre territórios e portos; promover o comércio externo e a produção local, gerando novas oportunidades de exportação e reforçando a competitividade regional; e fomentar o turismo e a identidade cultural, posicionando Jujuy como um destino estratégico dentro do corredor.
Garante ainda a participação multissetorial, integrando municípios, câmaras de comércio, associações comerciais, universidades e organizações sociais na tomada de decisões; consolida os laços internacionais, estabelecendo acordos de cooperação com países vizinhos e organizações multilaterais; e incorpora critérios de sustentabilidade e cuidado ambiental, assegurando que o desenvolvimento do corredor seja responsável e respeitoso com o meio ambiente.
Fonte: El Tribuno de Jujuy

