Corredor Bioceânico que atravessa a Bolívia ganha impulso
Se tudo correr conforme o planejado, o Corredor Bioceânico que liga Chile, Peru, Bolívia e Brasil, passando pelos departamentos de Oruro, Cochabamba e Beni, será inaugurado em 2028, anunciou o governador de Oruro, Jhonny Vedia Rodríguez, que participou de diversos encontros internacionais para promover este projeto que facilitará o comércio ao conectar os oceanos Pacífico e Atlântico.
O Corredor Bioceânico remonta a dois anos e meio, quando governadores de três departamentos se reuniram para promover este projeto, que exige que Beni conclua a ponte que ligará a cidade boliviana de Guayaramerín à sua homônima brasileira, Guajaramirín; enquanto Cochabamba deve viabilizar a ligação da estrada Cotapata com o território de Beni, e Oruro deve continuar trabalhando para conectar o porto seco daquele departamento aos portos úmidos de Arica e Iquique, além de promover a construção da rodovia F31.
As mercadorias enviadas do Brasil para a China pelo Oceano Atlântico levam quatro meses para chegar ao destino, enquanto que, ao atravessar a Bolívia e utilizar os portos de Arica, Iquique ou Chancay, o tempo é reduzido para 40 dias, resultando em economias significativas em logística, explicou Vedia, que estimou que o fluxo de caminhões pelo referido corredor poderia chegar a 1.500 por dia, o que contribuirá para o progresso das populações da região.
A próxima reunião de coordenação será em janeiro de 2026 em Rondônia, Brasil, e a seguinte em março em Cochabamba, informou o governador de Oruro. Ele explicou que seu departamento investiu 700 milhões de bolivianos neste projeto para a rodovia F31 no trecho Oruro-Tambo Quemado, e que ainda são necessários 150 milhões de bolivianos em financiamento para a estrada diagonal Caracollo-Janckotanga. Enquanto isso, as autoridades de Cochabamba devem agilizar o processo para a duplicação da rodovia Confital-Bombeo. Por sua vez, as autoridades de Beni devem garantir o financiamento para alguns trechos que ligam Rurrenabaque, além de promover a ponte Guayaramerín-Guajaramirín, que já obteve financiamento com apoio brasileiro.
Vedia indicou que é importante realizar campanhas de conscientização junto à população para que, quando o corredor bioceânico estiver concluído, não haja bloqueios, pois isso poderia fazer com que comerciantes e investidores perdessem a confiança em nosso país.

Fonte: El Diario

