BolíviaBrasilBusinessChileCorredor Bioceânico

Corredor Bioceânico incluindo a Bolívia é planejado para 2028

Governadores de três departamentos bolivianos estão promovendo a construção do Corredor Bioceânico, que permitirá o trânsito de mercadorias do Atlântico para o Pacífico. O objetivo é que o projeto esteja operacional até 2028, informou o governador de Oruro, Jhonny Vedia.

Os governadores comprometidos com o projeto são de Oruro, Cochabamba e Beni, e os países que serão interligados são Peru, Chile, Brasil e Bolívia, explicou Vedia, observando que o projeto já tem dois anos e meio.

Para isso, Beni precisa concluir a ponte que ligará a cidade boliviana de Guayaramerín à sua homônima brasileira; Cochabamba deve garantir que a rodovia Cotapata chegue ao território de Beni; e Oruro deve continuar trabalhando para conectar seu porto seco aos portos de Arica e Iquique, além de promover a construção da rodovia F31.

As mercadorias enviadas do Brasil para a China pelo Oceano Atlântico levam quatro meses para chegar ao destino, enquanto que, atravessando a Bolívia e utilizando os portos de Arica, Iquique ou Chancay, o tempo é reduzido para 40 dias, resultando em economias logísticas significativas, explicou Vedia. Ele estimou que o fluxo de caminhões ao longo desse corredor poderia chegar a 1.500 por dia, o que contribuirá para o desenvolvimento das comunidades da região.

Além disso, o governador de Oruro informou que está coordenando com empresas ferroviárias a conexão das redes ferroviárias do Leste e do Oeste, a fim de oferecer mais uma alternativa para o comércio internacional transoceânico, ao mesmo tempo em que promove o porto seco de Oruro, que já é uma parceria público-privada.

A intenção é conectar a linha férrea La Paz-Oruro com Antofagasta e o porto seco, oferecendo assim mais uma opção para este último, que seria interligado por rodovia, ferrovia e via aérea, já que o aeroporto está localizado a três quilômetros de distância. Ele também relatou que empresários canadenses o visitaram para expressar interesse em participar de um projeto de hidrogênio verde em 7.000 hectares do planalto de Oruro, no município de Caracollo, com um investimento de US$ 50 milhões.

Vedia observou que Oruro já faz parte da Rota do Hidrogênio Verde para aproveitar o potencial de radiação solar do planalto, que é 30% maior do que no resto do mundo, e que também possui afloramentos de água salgada propícios à obtenção de hidrogênio verde, uma fonte de energia atualmente muito valorizada internacionalmente.

Fonte El Diario

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *