Corredor Bioceânico, a rota que conectará os mercados da América do Sul com o mundo
O Corredor Bioceânico tem como objetivo conectar as costas Atlântica e Pacífica da América do Sul, criando uma rede logística, de infraestrutura e de produção que permitirá maior interação entre os mercados sul-americanos e o resto do mundo.
Hugo Florentín, presidente da Associação Paraguaia de Rodovias (APC), destacou a importância do Corredor Bioceânico, um projeto de relevância geopolítica e estratégica que promete impulsionar o crescimento exponencial do Chaco.
“Este projeto não é apenas crucial para o desenvolvimento do país, mas também uma ferramenta fundamental para o progresso da região”, disse Florentín.
Progresso e o que está em andamento
Atualmente, grandes obras estão em andamento, como a construção da rodovia Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, com 224 km de extensão. “Com este projeto, pavimentamos com sucesso o trecho de Carmelo Peralta a Pozo Hondo. No entanto, ainda há um trecho direto de 102 km de Mariscal até o cruzamento de Centinela, e de lá até Carmelo Peralta, que já foi concluído”, explicou.
Um dos projetos mais notáveis é a ponte entre Carmelo Peralta e Porto Puerto Murtinho, cuja construção está progredindo rapidamente. Esta ponte, juntamente com os 500 km de estradas pavimentadas no Paraguai, transformarão significativamente a região. “Imagine todos os caminhões que virão do Brasil cruzando o Rio Chaco até o Oceano Pacífico. Isso gerará uma receita significativa ao longo do caminho”, enfatizou Florentín.

Hugo Florentín, presidente da Associação Paraguaia de Rodovias (APC)
Não se trata apenas de integração regional
O Corredor Bioceânico não servirá apenas como um meio de integração regional, mas também promoverá o desenvolvimento interno do país.
Sobre a qualidade e a quantidade de estradas no Paraguai, Florentín reconheceu que o país avançou, embora ainda enfrente desafios. “De acordo com o Banco Mundial, estamos atrasados em infraestrutura”, disse Florentín. Mas ele reconheceu que o crescimento da rede rodoviária pavimentada foi significativo, quase dobrando o que tínhamos antes.
“Apesar disso, ainda precisamos de mais investimentos em construção e melhoria de estradas para consolidar a integração do território paraguaio”, concluiu.
O financiamento desses projetos continua sendo um desafio crucial, e o presidente da APC acredita que é de extrema importância encontrar uma maneira de financiar a construção de mais estradas, já que obter os recursos necessários é o principal obstáculo.
Fonte: Forbes PY
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