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Controle de segurança da Rota Bioceânica prevê centro na Capital e prisões provisórias na fronteira

A estratégia de segurança para a Rota Bioceânica prevê a instalação de um centro integrado em Campo Grande e uma atuação descentralizada, em que as forças de Mato Grosso do Sul terão a responsabilidade primária pela ‘rapidez e efetividade’ nas ações. A estrutura de monitoramento utilizará um ‘ativo já existente’ na Capital.

A informação é do ministro João Carlos Parkinson de Castro, coordenador nacional dos Corredores Bioceânicos pelo Ministério das Relações Exteriores, durante o 2° Fórum Centro-Oeste de segurança Rodoviária, realizado no Bioparque Pantanal.

A demanda entra em pauta diante da necessidade de impedir que a Rota Bioceânica se transforme em novo corredor para escoamento de entorpecentes, fazendo com que o crime organizado também seja beneficiado pelo investimento.

O corredor rodoviário conta com extensão de 2.396 quilômetros e liga os dois maiores oceanos do planeta: o Atlântico e Pacífico. A conexão se dá pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

Conforme o ministro, o núcleo de monitoramento reunirá as forças de segurança estaduais e federais, confirmando que a localização da sede de controle será em Campo Grande.

“Nós estamos pensando em criar centros integrados de segurança, um estando aqui em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Parkinson de Castro explicou que a implementação do centro não demandará novos recursos para a construção de uma sede. Segundo o diplomata, já existe estrutura para abrigar as instalações da central de controle.

A integração, conforme o ministro, buscará maior eficiência na articulação. “Você reúne as forças de segurança num único núcleo e elas atuam de forma mais efetiva, mais articulada”, explicou.

O diplomata pontua que também está em análise a implantação de ‘espaços de prisões provisórias’ na região de fronteira.

“Na fronteira nós estamos pensando em construir espaços de prisões provisórias para que, em caso de delito, você possa então levar a pessoa para esse ambiente”, afirmou.

Divisão de tarefas na segurança da Rota Bioceânica

O diplomata enfatizou que a resposta imediata a ocorrências na rota não será de responsabilidade de Brasília.

“A segurança vai partir de vocês aqui, de Mato Grosso do Sul, porque exige rapidez e efetividade na ação”, declarou.

Ainda de acordo com Parkinson, o plano divide as competências. As forças estaduais atuarão na linha de frente, enquanto as federais prestarão apoio estratégico.

“Nós temos que usar as forças locais. É importantíssimo. As forças locais é que serão efetivamente efetivas. As forças federais devem dar o suporte”, detalhou.

O papel da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) será focado na cooperação internacional e no fornecimento de dados.

“A PF e a PRF seriam mais [para] inteligência apoiando as forças locais. Obviamente que a articulação da PF e da PRF é mais fácil no plano internacional”, disse o ministro. Ele justificou que a cooperação com os demais países do corredor (Paraguai, Argentina e Chile) é uma atribuição federal.

“Porque no plano internacional, a cooperação internacional com outras forças é mais da competência de Brasília”, apontou.

Questionado sobre a atuação estadual, Parkinson de Castro resumiu que as demandas dos agentes se concentrariam nas atribuições do dia a dia, como combate ao tráfico de drogas, fiscalização de trânsito e socorro a acidentes.

Na prática

O ministro informou que já foi criada uma ‘mesa de segurança’ temática reunindo as polícias dos quatro países e que há planos para a criação de uma ‘mesa de saúde’ para atendimento a acidentes.

“Vai haver reforços, estamos fazendo levantamento de todo o equipamento, os recursos humanos, tanto da PF como da PRF. Bombeiros também, é necessário que os bombeiros também tenham equipamento, estejam treinados para intervir quando necessário”, pontuou.

Fonte: Midiamax

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