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Confederação de Salta – Argentina, o coração da América do Sul, olha novamente para o corredor bioceânico

Com o porto de Chanchay, no Peru, o corredor bioceânico planejado San Pablo-Mejillones, no Chile, estava um pouco atrasado e fora de foco. A estrada criada pelos chineses gerou certa incerteza para o corredor Salta-Argentina, porém, a conclusão quase iminente da Ponte Bioceânica gera uma nova expectativa para essa província do norte da Argentina. No entanto, o problema estará em onde a rota bioceânica continuará por Salta-Argentina ou Bolívia.

Para esse avanço paraguaio-brasileiro que começou há aproximadamente oito anos, a integração física da América do Sul está prestes a alcançar um marco histórico. A construção da Ponte Bioceânica, com uma estrutura colossal no alto Chaco paraguaio e no Estado de Mato Grosso do Sul que ligará as cidades de Carmelo Peralta (Paraguai) e Porto Murtinho (Brasil), já está em sua fase final.

Os relatórios técnicos mais recentes indicam que a lacuna que separa ambas as extremidades da estrutura sobre o Rio Paraguai é de apenas 86 metros para que os tabuleiros paraguaio e brasileiro finalmente se encontrem e a obra será concluída.

Dessa forma, a ideia do corredor bioceânico por essa área marca o marco mais importante do projeto, no qual praticamente os últimos trabalhos de ajuste dos cabos de alta tensão são realizados para garantir a estabilidade absoluta da plataforma antes da união definitiva.

Não é só uma ponte

A construção não é apenas uma ponte sobre as águas do rio Paraguai, mas também contempla 1294 metros de comprimento; essa obra é executada pelo Consórcio Binacional PYBRA e financiada pela Itaipu Binacional. Esse projeto inclui uma grande seção central elevada, especificamente projetada para não interromper o intenso tráfego fluvial de barcaças que caracteriza o Rio Paraguai, um motor vital da economia regional.

Enquanto os últimos segmentos de concreto estão sendo ajustados no canal principal, no continente o trabalho avança com a mesma intensidade. O plano abrangente de conectividade inclui, de acordo com dados existentes:

  • Acesso rodoviário: 3,8 quilômetros estão sendo pavimentados que conectarão a ponte diretamente à rota PY15.
  • Infraestrutura urbana: O trabalho inclui a melhoria da principal avenida do Carmelo Peralta e sua orla ribeirinha.
  • Segurança e logística: Instalação de sinalização moderna, iluminação LED e dois novos portões de embarque para revitalizar a área.

O impacto econômico dessa estrutura é difícil de exagerar. Uma vez operacional, a ponte permitirá que o transporte de cargas originadas na costa do Brasil cruze o Paraguai e a Argentina para chegar aos portos do Chile, reduzindo drasticamente custos e tempos de frete para os mercados asiáticos.

Em Salta

Esse polo de desenvolvimento gerado nos países vizinhos pode ser estendido à nossa província. Não devemos dormir esperando a continuidade do projeto bioceânico, já que não é o projeto bioceânico que passa pela província do Chaco para chegar ao Brasil via Foz do Iguaçu, mas o projeto que avança é aquele que passa pelas cidades de Carmelo Peralta – Paraguai – e Porto Murtinho – Brasil – no Chaco paraguaio e chegará a Pozo Hondo, no Paraguai, e a Misión la Paz em nossa província.

Dessa forma, a proposta paraguaia está à frente da proposta argentina e favorece nossa província ao norte – Misión la Paz. Portanto, já devemos estar pensando no desenvolvimento desta área, tão esquecida por décadas e que hoje tem a oportunidade de crescer.

Mas o avanço não para por aí, devemos insistir em sua rota pelo departamento de San Martín e na província Misión la Paz e não que a Bolívia busque a rota por seu país.

Dessa forma, esse novo corredor não só beneficiará os grandes exportadores de grãos e carnes, mas também promete transformar o Chaco de Salta em um polo logístico sem precedentes, gerando empregos genuínos e novas oportunidades para o setor industrial de toda a região de Salta, que de um sistema de governo confederado preparamos para os novos tempos.

Fonte: El Tiempo de Salta

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