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FIEMS prepara indústrias de MS para oportunidades da Rota Bioceânica

Na Rodada de Negócios Brasil–Chile, realizada no dia 3 de setembro, na sede da Fiems, em Campo Grande, o analista de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Caio Cezar Pedrollo Machado, destacou o papel da instituição na preparação das empresas do Estado para ampliar sua participação no mercado internacional com a consolidação da Rota Bioceânica.

Segundo Caio, a Fiems atua por meio do Centro Internacional de Negócios, organizando rodadas, encontros e visitas técnicas para aproximar empresários das oportunidades que a nova rota logística vai trazer. “É um projeto de desenvolvimento que vai trazer boas oportunidades para todos, e nosso trabalho é apoiar principalmente as pequenas indústrias que ainda não exportam, mas têm grande potencial”, afirmou.

Gargalos e desafios

Apesar do otimismo, ele lembrou que ainda há entraves a superar. “O principal gargalo é a ponte em construção, além da necessidade de duplicação de rodovias. Do ponto de vista burocrático, as questões aduaneiras também precisam ser alinhadas entre os países para dar agilidade às cargas”, explicou.

Potencial exportador

Caio ressaltou que o parque industrial sul-mato-grossense, embora não seja muito grande, é diversificado. “Praticamente todos os setores tendem a se beneficiar da redução de distância até o mercado asiático pelo Pacífico. Trabalhamos para orientar desde a certificação de produtos pelo Senai, até rótulos, embalagens e questões operacionais de exportação pelo Centro Internacional de Negócios.”

Ele citou ainda que a FIEMS realiza acordos de cooperação com câmaras de comércio estrangeiras e participou de expedições à Ásia, visando abrir novas portas para as indústrias locais.

Integração produtiva regional

Na avaliação do analista, a Rota Bioceânica não apenas reduzirá custos de transporte, mas também poderá estimular a integração produtiva entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. “São países com estabilidade e crescimento econômico. Bens manufaturados e de consumo em geral tendem a ganhar espaço, desde que haja articulação para ampliar a circulação desses produtos”, observou.

Próximos passos

Para transformar o potencial da rota em resultados concretos, Caio defende maior engajamento do empresariado. “Falta disposição dos empresários para aproveitar esse projeto. O Sistema FIEMS – com Sesi, Senai e IEL – tem totais condições de apoiar, mas é preciso que as empresas busquem se posicionar estrategicamente nesse cenário internacional”, concluiu.

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