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Brasil amplia integração regional com novos estudos sobre rotas logísticas na América do Sul

O Brasil dá um novo passo para fortalecer sua integração com os países vizinhos da América do Sul. Nesta sexta-feira (18), às 10h30, será assinada em Brasília uma parceria entre a Infra S.A. e o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) com foco no desenvolvimento de estudos aprofundados sobre as principais rotas de conexão do país com o continente sul-americano.

O acordo prevê o mapeamento detalhado da infraestrutura logística já existente, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais intermodais, além da identificação de projetos ainda necessários para tornar realidade rotas estratégicas entre o Brasil e outras nações da região. O estudo também analisará os setores econômicos mais beneficiados com essas conexões, os custos envolvidos e as intervenções indispensáveis para viabilizar os novos corredores logísticos.

As rotas selecionadas para o levantamento foram definidas pela Secretaria de Articulação Institucional (SEAI) do MPO, no âmbito do projeto Rotas de Integração Sul-Americana. São elas: Rota 1 (Ilha das Guianas), Rota 2 (Amazônica), Rota 3 (Quadrante Rondon), Rota 4 (Bioceânica de Capricórnio) e Rota 5 (Bioceânica do Sul).

A iniciativa se soma à cooperação já firmada com a China para os estudos do Corredor Ferroviário Bioceânico, com o objetivo de ampliar as alternativas logísticas entre o Brasil e os mercados asiáticos através do Oceano Pacífico.

Segundo o governo federal, as ações previstas contribuem para reduzir os custos logísticos no país, impulsionar a competitividade da economia brasileira e consolidar o Brasil como eixo central da integração sul-americana, promovendo desenvolvimento regional equilibrado e maior conectividade no continente.

Como parte do acordo, também será criado o Observatório Regional de Infraestrutura Sul-Americana, uma plataforma digital pública que reunirá informações atualizadas e padronizadas sobre transporte e logística nos países da América do Sul. O observatório servirá como ferramenta de apoio para políticas públicas, definição de investimentos, monitoramento de cadeias logísticas e acompanhamento de projetos em toda a região.

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