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Bolsas de luxo pantaneiras conquistam o mundo e se preparam para a Rota Bioceânica

A empresária Zanir Furtado, criadora da primeira marca de bolsas e acessórios de couro inspirada e produzida no Pantanal, foi uma das participantes da Rodada de Negócios Brasil-Chile, promovida pela Fiems em 03 de setembro. Durante o evento, ela destacou como a moda de luxo pode se integrar às novas oportunidades abertas pela Rota Bioceânica.

“Eu empodero pessoas e contribuo com o planeta através da marca Zanir Furtado, nascida no coração do Pantanal em plena pandemia”, contou a empresária. Com sede em Rio Negro (MS), a empresa mantém uma fábrica própria, onde capacita jovens e mulheres locais, gerando emprego e valorizando o couro sustentável do gado pantaneiro — matéria-prima que já integra o mercado internacional do luxo.

Do Pantanal para o mundo

A marca, que se autodefine como “joias do Pantanal”, já chegou a destinos como Europa, Japão e Chile, levando consigo não apenas design autoral e identidade regional, mas também compromisso ambiental. “Cada Zanir Furtado vendida é uma árvore plantada no Pantanal”, afirma a empresária.

Além do mercado global, a empresa vem expandindo sua presença na América Latina, especialmente no Paraguai, e aposta no potencial do corredor bioceânico para ampliar exportações. “A rota encurta caminho, reduz custos e facilita a vida do cliente. Quando ela estiver totalmente concluída, será um divisor de águas para todos nós”, destacou.

Moda, sustentabilidade e integração

A empresária também ressaltou que a moda deve ser pensada como parte estratégica do desenvolvimento regional. “A moda está em todos os setores. É comunicação, identidade, sustentabilidade. Não dá para falar em desenvolvimento sem falar de moda”, afirmou.

Ao comentar sobre iniciativas de integração produtiva, Zanir sugeriu que encontros de mulheres da moda na América Latina poderiam fortalecer ainda mais as conexões internacionais, assim como já ocorre com o setor do agro.

Para ela, a Rota Bioceânica representa mais do que um corredor logístico: é uma via de valorização da criatividade, da sustentabilidade e do talento local, capaz de levar a identidade pantaneira para novos mercados.

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