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Bolívia insiste em protagonismo ferroviário apesar de excluída do corredor bioceânico

Embora a nova rota do corredor ferroviário bioceânico entre Brasil e Peru não inclua território boliviano, o Ministro de Obras Públicas da Bolívia, Édgar Montaño, reafirmou que seu país continua sendo um ator fundamental no debate. O funcionário criticou o fato de que, até o momento, “não há um único estudo ou construção de via ou bitola única” na rota anunciada pelos governos do Brasil e da China.

O projeto em questão propõe conectar os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma linha ferroviária que atravessa o Brasil para chegar à costa peruana, deixando a Bolívia fora da rota principal, exceto por um pequeno trecho de fronteira. No entanto, Montaño argumentou que a proposta, com participação boliviana, já conta com avanços significativos, estudos técnicos e apoio de países como Argentina, Chile, Peru e Paraguai.

“Cada país, de acordo com seus interesses, reúne informações”, afirmou Montaño, referindo-se aos rumores que circularam após o anúncio do acordo bilateral entre Brasil e China. Ele também observou que motivações políticas e econômicas estão por trás das decisões sobre a rota, buscando deslocar a opção boliviana.

Durante anos, a Bolívia promoveu uma rota bioceânica que conectaria diretamente seus centros logísticos com os portos de entrada nos oceanos Atlântico e Pacífico, consolidando seu papel como país de trânsito. A exclusão do novo corredor não diminuiu sua intenção de continuar impulsionando o projeto original, apesar de acordos recentes que parecem distanciá-la dessa possibilidade.

Fonte: Revista Economia

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