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Bolívia e Brasil retomam o projeto do Corredor Bioceânico Central para fortalecer a integração regional

Os governos da Bolívia e do Brasil concordaram em retomar o projeto do “corredor bioceânico central”, de acordo com o ministro do Planejamento, Fernando Romero, marcando uma nova etapa nas relações bilaterais.

O anúncio surge após a assinatura de acordos entre o presidente boliviano Rodrigo Paz e seu homólogo brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que abrangem áreas como energia, promoção do turismo e política, com uma agenda que inclui também outras questões de cooperação.

Romero explicou que ambos os governos concordaram em “retomar” as iniciativas ligadas ao corredor bioceânico central, incluindo o trem bioceânico, com o objetivo de conectar os oceanos Atlântico e Pacífico através do território boliviano.

O funcionário lembrou que, no passado, diversos fatores — incluindo o que ele chamou de “cultura de obstrução” — levaram o Brasil a promover corredores alternativos no norte e no sul, que estão atualmente em operação. Nesse contexto, uma nova iniciativa está em andamento para ajudar a Bolívia a retomar um papel de liderança na integração regional.

“Agora, conversamos, e com grande entusiasmo, sobre a possibilidade de nos conectarmos e também de retomarmos aquela rota bioceânica central que atravessa o nosso país por ferrovia, hidrovia e rodovia, gerando importantes polos de desenvolvimento econômico”, disse o ministro em entrevista à TV Boliviana.

O projeto Corredor Ferroviário de Integração Bioceânica (CFBI), promovido durante o governo de Evo Morales, buscava conectar o Atlântico ao Pacífico por meio de uma rede de transporte que ligasse portos como Santos, no Brasil, e Ilo, no Peru, atravessando o território boliviano.

Segundo Romero, o trajeto foi planejado para passar por regiões como Corumbá, Puerto Suárez, Santa Cruz, Cochabamba, Chapare, La Paz e El Alto, com possibilidade de extensão para o sul do país.

O ministro enfatizou que o governo atual busca transformar a Bolívia em um “polo” de integração regional, canalizando o potencial econômico do Brasil para o litoral chileno e peruano, gerando desenvolvimento econômico para a população.

Por fim, a autoridade informou que ambos os governos estão analisando pelo menos 17 acordos adicionais, incluindo iniciativas de integração amazônica e projetos destinados a fortalecer a conexão entre Peru, Brasil, Chile e Bolívia.

Fonte: Red Pat

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